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Deficiência Mental

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Doença Mental e Deficiência Mental

O objetivo deste texto é esclarecer a diferença entre estes dois conceitos, usados de forma tão automática no diálogo entre médicos e demais profissionais da saúde, e muitas vezes obscuro para pacientes e familiares.

Inicialmente vamos partir de uma realidade externa à Psiquiatria. Imaginemos então as diferenças entre uma doença e uma deficiência física. Para melhor entendimento, vamos nos concentrar em determinado segmento do corpo, no caso, os braços.

Dizemos que uma pessoa tem uma deficiência física quando, por uma situação congênita ou externa, não possui determinada função. Em nosso exemplo, a pessoa poderia, por exemplo, nascer sem um ou os dois braços, ou mesmo com alguma limitação funcional importante. Trata-se, como dito acima, de uma deficiência – física, no caso. Aquela pessoa não tem as mesmas habilidades que as outras, que contam com dois braços saudáveis.

Entretanto, uma pessoa ‘normal’ pode fraturar (quebrar) um ou os dois braços. Aqui, trata-se de uma doença (a fratura). Esta doença limitará, por determinado tempo, a função do membro comprometido. Na maioria das vezes, após a intervenção médica, um tempo de imobilização e posterior fisioterapia, haverá recuperação total.

Outra possibilidade é a de uma pessoa ‘normal’ – ou seja, que nasceu sem nenhum comprometimento dos membros superiores – sofrer uma lesão mais grave, ocasionando a perda da função daqueles membros (uma amputação, por exemplo). Haverá uma limitação de habilidades. E neste caso, temos uma deficiência física de causa não congênita (não relacionada com o desenvolvimento embrionário).

A partir destes exemplos, vamos agora nos focar na Deficiência Mental. Assim como nas habilidades físicas, pode ocorrer uma limitação da capacidade cognitiva (de inteligência) de uma pessoa. Quando uma pessoa apresenta atraso nos marcos de desenvolvimento motor (idade em que firmou o pescoço, sentou sozinho, começou a andar, começou a falar…) e cognitivo (dificuldades em acompanhar o rendimento dos colegas de turma, demora para aprender a ler e escrever, “falta de memória”…), pode ser o caso de ser portadora de uma “Deficiência Mental”.

Quando é feito o diagnóstico médico de Deficiência Mental, estamos falando de uma pessoa que não apresenta as mesmas habilidades intelectuais que as pessoas ‘normais’. Em outras palavras, ela apresenta uma limitação, um déficit.

Via de regra, quanto mais grave esta deficiência, mais cedo ela é observada e diagnosticada – e o contrário também é verdadeiro; quanto mais leve, mais tarde será observada e diagnosticada. E como várias outras condições médicas, ela compreende um “espectro”, isto é, varia em intensidade, de leve à profunda.

Além do comprometimento escolar, o paciente com diagnóstico de Deficiência Mental também apresenta dificuldades em exercer uma atividade remunerada, comprometendo, assim, sua capacidade de se sustentar.

Outro ponto a ser considerado é o fato de o portador de Deficiência Mental, em geral, necessitar ser “representado” por outra pessoa. Vejamos. Trata-se de uma pessoa com dificuldade de aprendizagem, eventualmente sem ter aprendido a ler e escrever, e que pode, muito facilmente, ser enganada em situações do dia a dia – desde uma situação corriqueira, de erro no troco, até algo mais complexo, envolvendo maiores somas de dinheiro. Ser “representado” por outra pessoa significa que um Juiz, após avaliar o caso, vai determinar que uma pessoa de sua confiança será a responsável pelas ações do deficiente.

Pode parecer complexo, mas em todos os casos, a família (ou acompanhante), diz basicamente o seguinte: “Tem tamanho de adulto, mas cabeça de criança”. Essa “cabeça de criança” significa a dificuldade em fazer juízo de valor, a ‘ingenuidade’ da criança.

E a Doença Mental? Trata-se de uma alteração, temporária ou permanente, do funcionamento do cérebro, em suas mais variadas funções.

Neste ponto, é importante lembrar que uma situação não impede a outra. O Deficiente Mental pode ter uma Doença Mental e, eventualmente, também outras doenças físicas – como um braço quebrado, por exemplo.

Também pode ocorrer da pessoa nascer e se desenvolver normalmente e, em determinada ocasião, por um fator externo (doença neurológica grave, determinados tipos de infecções ou, mais comumente, acidentes graves), perder as capacidades mentais prévias. Aqui, embora as limitações possam ser as mesmas de uma Deficiência Mental, o diagnóstico, por uma questão conceitual, é outro.

Esperamos, desta forma, ter contribuído para o esclarecimento do conceito de Deficiência Mental.

Caso tenha dúvidas a respeito, entre em contato através do formulário abaixo.

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