Alfabetização de pacientes com TEA
Nossos agradecimentos ao Freepik pela imagem aqui utilizada!
Sou professora de educação especial e atendo várias crianças com autismo e gostaria de ter mais informações inclusive sobre como alfabetizar. Obrigada
Alfabetização de Autistas
Em virtude de termos recebido a dúvida acima, que por motivos técnicos não conseguimos responder diretamente à autora, resolvemos fazer algumas considerações.
Em primeiro lugar é necessário pontuar que estamos partindo de um ponto de vista médico, centrado no comportamento da criança, e a partir dele faremos algumas considerações – que podem ou não fazer sentido do ponto de vista pedagógico.
É preciso considerar que a criança com TEA tem todo um “ritmo” diferente, tanto do ponto de vista motor quanto psíquico. Essa criança tem uma dificuldade muito grande em fazer abstrações, e tende a levar tudo “ao pé da letra”.
Pelo que temos visto nos relatos dos pais, parece que a parte mais “difícil” é estabelecer um vínculo com a criança (por parte do professor). Geralmente leva-se algum tempo e, quando esta relação está se solidificando, termina o ano letivo, e tudo começa novamente, noutra turma.
Mas superada a fase do vínculo, deve-se ser o mais assertivo possível com a criança autista, sempre fornecendo comandos claros e detalhados. O professor precisa dizer o que vai ser feito, dar uma estimativa de tempo, e informar que depois será feita (ou não) outra atividade. No decorrer da atividade inicial, precisa dizer ao aluno, por exemplo, em qual fase a atividade se encontra, para que ela possa perceber a alteração. Para os alunos “típicos” (ou neurotípicos, isto é, não autistas), essas informações não são necessárias, pois eles “percebem” que o próprio professor vai se organizando e encaminhando para a atividade seguinte.
Como cada paciente apresenta características próprias, acreditamos que o melhor conselho ao professor seria o de conhecer o máximo possível as características do diagnóstico e do aluno.
Desta forma, quando a criança apresenta um comportamento estereotipado (com movimentos repetitivos, sem muita finalidade prática, com ou sem manifestações verbais), o profissional saberá, por exemplo, que a criança pode estar tentando se organizar psiquicamente, não sendo, necessariamente, uma “agitação” ou agressividade.
Fica aqui nosso compromisso de voltar ao assunto, com maiores detalhes.
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